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Polícia do tiroteio que matou Dimebag Darrell recorda noite fatídica

A 8 de dezembro de 2004, pouco depois das 22 horas, a linha telefónica de emergência, 911, começou a receber chamadas de socorro provenientes da sala de espectáculos Alrosa Villa, em Colombus – Ohio (EUA).

Durante o concerto de Damageplan, um homem subiu ao palco e disparou vários tiros em direcção à banda, originando múltiplos feridos e tirando a vida a quatro pessoas.
Uma das vítimas mortais foi Dimebag Darrell, mítico guitarrista de Pantera, e um dos artistas mais influentes de todo o Metal. Dimebag Darrell tocava nos Damageplan com o seu irmão, Vinnie Paul, na banda formada após o fim dos Pantera.
James Niggemeyer foi o primeiro polícia a chegar ao local, menos de três minutos após o início do tiroteio, uma vez que se encontrava em patrulha nas proximidades. Niggemeyer entrou no edifício pelas traseiras, e a ele juntaram-se mais cinco polícias pelas portas laterais, minutos depois. Quando Niggemeyer entrou, o pânico estava instalado, com vários corpos no chão, e centenas de pessoas a tentar fugir com as balas ainda a serem disparadas.
O polícia conseguiu identificar o atirador, perto do palco, com a arma apontada à cabeça de um refém. Apesar da situação, Niggemeyer conseguiu disparar mortalmente sobre o suspeito e o tiroteio terminou.
Recentemente, o polícia que conseguiu evitar mais mortes recorda a fatídica noite, e as marcas que deixaram em si próprio. Niggemeyer já não faz parte da polícia, em parte, devido ao choque emocional daquela noite. O polícia manteve-se activo em patrulha durante três anos após o assassinato de Dimebag, mas com o aconselhamento dos médicos, a corporação decidiu afastá-lo do activo, transferindo-o para a secção de roubos como detective.
Em recente entrevista ao jornal The Columbus Dispatch, Niggemeyer refere que saiu da polícia e explica a situação:

Fui diagnosticado com stress pós-traumático e com distúrbios de ansiedade. Os polícias são seres humanos como todos as pessoas. As coisas afectam-nos da mesma maneira que afectam qualquer cidadão. Ao reviver estas situações, temos de lidar com as suas consequências. Ainda estou em acompanhamento psicológico. O tiroteio alterou toda a minha carreira para o pior. Estou contente por saber que consegui colocar um ponto final na situação, sem mais mortes, no entanto, o episódio não tornou a minha vida melhor.

Já depois do tiroteio, e em entrevistas anteriores, o polícia referiu que recebeu vários e-mails de apoio por parte dos fãs de Pantera, e também da mãe do assassino, referindo: “Ela escreveu-me algumas semanas depois. Disse-me que sabia que eu só estava a fazer o meu trabalho, e que não tinha qualquer sentimento negativo em relação a mim.”

Vejam aqui as imagens do tiroteio em dezembro de 2004 e uma das anteriores entrevistas de James Niggemeyer: