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Purple Nigths vol. III [Hard Club, Porto]

Mais uma Purple Nights a decorrer no Hard Club, que já conta com a sua 3ª edição intitulada Volume 3. Desta vez o cartaz conta com Killer Mustang, Dear Shearlock, Meu Outro Tanto e a fechar O Bisonte. Bandas que fizeram com que a Sala 2 ficasse praticamente cheia o que prova o sucesso que as Purple Nights veio para ficar.


Killer Mustang

Com cada banda de sonoridades diferentes uma da outra, o som dos Killer Mustang variavam entre um rock mais obscuro quase new wave para um pouco de ska já no final. Algo que serviu para deixar o publico animado.


Dear Shearlock

Dear Shearlock sobe ao palco e quase de imediato as sonoridades a Muse passaram-se a destacar. Foram muitas as reacções do público, ouvindo-se até pelo meio deste a frase “epa são os Muse à portuguesa”. Expressão que não estava longe da verdade. Voz, piano, todo o ambiente sonoro e até a própria guitarra verde fluorescente fazia lembrar o mundo de Muse. Será bom ou mau todas estas semelhanças? Cabe a cada um aceitar o som dos Dear Shearlock.
Já diz o ditado, gostos não se discutem. E o público não discutiu, bem pelo contrário abraçou de braços abertos os “muse à la tuga”.


Meu Outro Tanto

Meu Outro Tanto, mostrando um lado mais sentimental quase intimista. Com letras em português e com um rock bem pensado. Não faltando a cover já um pouco conhecida da Amália Rodrigues “Medo”. Meu Outro Tanto trazem frescura e um toque de originalidade ao rock feito em Portugal. Com o primeiro disco produzido pelo Luís Jardim a sair no segundo
semestre deste ano.


O Bisonte

Chega a vez d’O Bisonte e a sua manada de fans fazerem a festa. Com um número consideravelmente menor de fans presentes, a festa não ficou menos alegre. Davide sabe bem puxar pelo público, sem papas na língua, as coisas são ditas de forma bruta mas consciente. Com um som mais agressivo da parte da guitarra de João Carvalho do que é normal num concerto d’O Bisonte e com menos público devido à hora tardia que começou, O Bisonte deu mundos e fundos neste concerto, mostrando o lado grosseiro e menos bonito que o rock tem. O mundo d’O Bisonte é diferente do mundo do comum. Com apelos para vermos a verdade por de trás dos média e da política, desta sociedade de consumo acelerado. Um mundo sem fundo onde a vontade de fazer rock em português com garra e alguma acidez pelo meio é o
que leva O Bisonte a seguir caminho sem nunca esquecer a manada que os acompanha em todos os concertos. Que esta também subiu ao palco para ajudar Davide. E manada que não sobe ao palco, é porque não é um concerto d’O Bisonte. De destacar que no final do concerto, este estava disponível para ser descarregado para uma pen ou telemóvel gratuitamente. Sem duvida uma grande ideia.


Texto e fotografia por Nuno Fangueiro
Agradecimentos Fábrica do Som