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Resurrection Fest 2015 [Dia 2]

O  Sol vespertino já iniciava o seu ciclo descendente na Galiza,  quando os Dagoba abriram o seu concerto no segundo dia do Resurrection Fest, após um ligeiro atrasado motivado por constrangimentos técnicos.

O metal industrial e o groove metal oriundos da França entraram em força em Viveiro conduzidos pela presença imperial do frontman Shawter. Menos de meia hora de uma barragem inclemente e brutal.


O hardcore dos norte-americanos de Milwaukee, Wisconsin, Expire ouviu-se este ano pela primeira vez no Resurrection. A banda subiu ao Ritual Stage com os temas do mais recente Pretty Low (2014) a marcarem o ritmo do concerto. A hoste presente não era grande em números, mas como as fotos demonstram, aqueles que marcaram presença participaram de forma exuberante nas festividades.


O projeto dos Iron Reagan para este segundo dia do festival era muito simples: tocar o máximo de temas nos quarenta minutos que lhes estavam reservados e, de facto, foram cerca de vinte as músicas que desfilaram em Viveiro com “Miserable Failure” a ser talvez aquela que levantou mais pó durante o concerto, até porque faz parte do mais recente trabalho The Tyranny Of Will .

Os rapazes de Richmond, VA mostraram que estavam no seu ambiente natural durante esta passagem pelo Resurrection com a sua mistura de hardcore-punk/thrash que foi do agrado da assistência.


Os epígonos do Skatepunk, Death By Stereo já não eram estranhos ao Resurrection Fest e a familiaridade foi bem evidente com a postura do frontman que não se coibiu de interagir com todos os presentes em grande camaradagem como fica demonstrado na nossa galeria de fotos:


Menos habituados aos meandros do Resurrection estavam os Kadavar e o seu Stoner, que talvez pedisse maior intimismo, algo muito raro no ambiente despudorado do festival Galego. No entanto, eram muitos aqueles que aguardavam para os ouvir e a banda apostou numa set list mais direta e acabou por sagrar-se vitoriosa com uma das melhores atuações do dia.


Foram muitos os que se juntaram em Viveiro para assistir ao regresso dos veteranos Backyard Babies e o Main Stage foi cenário condigno para a celebração. Os suecos abriram as hostilidades e rapidamente as movimentações começaram ao som de “Th1rte3n Or Nothing” e prosseguiram entre o revivalismo de temas bem conhecidos e algumas novas malhas que ainda assim não despertaram uma reação tão veemente do auditório como se poderia esperar.


Se os Backyard Babies estiveram alguns furos abaixo daquilo que podiam ter dado em Viveiro, os D.R.I (Dirty Rotten Imbeciles) fizeram vibrar o Chaos Stage com a sua mistura explosiva de-punk-hardcore. Abriram a toda a brida com “Who Am I” e nunca mais pararam até se ouvirem os últimos acordes de “Five Year Plan”.


Os aussies de Melbourne Deez Nuts ocuparam os Ritual Stage. Bem conhecidos da hoste lusa que invadiu Viveiro, os australianos contagiam o público com a garra e entrega das suas atuações. Vejam as fotos, até porque uma imagem aqui pode mesmo valer por mil palavras:


Os Motörhead eram uma das bandas mais aguardadas deste dia, fazendo parte da sacrossanto triunvirato de headliners do festival. No entanto, como no futebol, não são as camisolas que marcam a diferença e ainda que de factos a banda batesse aos pontos qualquer outra deste dia no número de merch envergada pelos festivaleiros, o facto é que a centelha da banda começa a extinguir-se ao mesmo ritmo que a capacidade vocal de Lemmy declina, como se notou em Viveiro.

We Are Motörhead; Damage Case; Stay Clean; Metropolis; Over the Top; The Chase Is Better Than the Catch; Rock It; Lost Woman Blues; Doctor Rock; Just ‘Cos You Got the Power; Going to Brazil; Ace of Spades;Encore: Overkill


Os também veteranos 7 Seconds, pelo contrário, não acusaram a vetustez de quem já anda nestas lides desde a década de oitenta e ofereceram uma set list repleta de clássicos e pontuada por novos temas.


Os Children Of Bodom passaram por Viveiro, mas não se mostraram particularmente aguerridos e ficaram-se por uma prestação mediana que, no entanto, se desenvolveu em crescendo com alguns bons apontamentos como “Scream For Silence” ou as icónicas “Downfall” e “Silent Night, Bodom Night”. Devido ao atraso no início do concerto, a banda teve que encurtar a set list, deixando-nos assim a convicção de que os COB podiam ter dado muito mais no Resurrection.


Os Terror baixaram a cortina do Ritual Stage e fizeram-no em grande com momentos alucinantes como “You’re Caught”, “Always the Hard Way” ou “Live by the Code”. Scott Vogel esteve bastante efusivo e a ligação com o público presente foi enorme como demonstra a galeria de fotos aqui em baixo:


Os suecos In Flames marcaram este segundo dia do Resurrection Fest. Escutamos temas como “Cloud Connected”, “The Quiet Place”, “The Mirror´s Truth”. Mas o momento mais alto foi mesmo “Take This Life”, quando Anders Fridén abandonou o microfone “para ir beber uma cerveja” e deu lugar a Javier, um fã que desde o início do concerto ostentava um cartaz pedindo para cantar este tema com a banda. Anders mostrou-se receptivo ao pedido, chamou Javier ao palco, apresentou-o à banda e retirou-se para apagar a sede. E que animal de palco se mostrou Javi, abrindo com um monumental headbanging para depois incitar os presentes a saltarem, até que irrompeu pelo tema de forma fulgurante, levando consigo milhares de vozes que se juntaram para entoar: “Take this life, I’m right here/ Stay awhile and breathe me in”. Anders ainda voltou para um final arrebatador em dueto.

Only for the Weak; Everything’s Gone; Bullet Ride; Where the Dead Ships Dwell; Paralyzed; Alias; Deliver Us; Cloud Connected; Drifter; The Chosen Pessimist; The Quiet Place; Delight and Angers; Rusted Nail; The Mirror’s Truth; Take This Life
Encore:
My Sweet Shadow


Fotografia: Nuno Fangueiro
Agradecimentos: Resurrection Fest