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Resurrection Fest 2015 [Dia 3]

O Resurrection Fest 2015 chegara ao seu apogeu, mas antes de nos despedirmos de Viveiro, na Galiza, guardamos para a posteridade a memória fotográfica de muitos daqueles que passaram por Viveiro neste Verão. Assim sendo, se estiveste connosco diante daqueles palcos podes muito bem encontrar a tua foto nas galerias aqui em baixo:


O sol mostrava-se inclemente e aquecia a temperatura e os corpos que se amontoavam para o início das festividades. Para a hoste lusa que tomou de assalto Viveiro, o concerto dos Borderlands foi o destino de eleição a fim de abrir o apetite para o que se avizinhava pela noite dentro. Vencedores do Band Contest desta edição, não deixaram ninguém indiferente e representaram bem as cores nacionais que voltariam a ser hasteadas, mais adiante, pelos arautos do metal luso, Moonspell.
Depois estivemos no Main Stage com Monuments e que momentos de exaltação ali se viveram com a banda liderada pelo icónico e irreverente Chris Barretto.
Os Carnifex também deram tudo e aumentaram exponencialmente a barragem de decibéis que varria Viveiro. O novo “Die Without A Hope” fundou os alicerces de um bom espectáculo de Deathcore.


Estivemos também diante do palco, mais uma vez, com os nossos velhos conhecidos No Turning Back:


Mas o momento báquico por excelência teria como protagonistas os excêntricos Skindred. A mistura de Metal e Punk com os sons quentes do Reggae rapidamente contagiaram a audiência para um dos momentos mais efusivos do dia.

Os  veteranos Merauder foram os senhores que se seguiram no elenco festivaleiro.


Os alemães Heaven Shall Burn trouxeram muitos fãs a Viveiro para esta edição do Resurrection. Abriram com “Counterweight” e até ao final foi um desfilar alucinante de temas rápidos e incisivos que fizeram as delícias dos presentes, abrindo mesmo alguns pits em redor. Os festivaleiros corresponderam animadamente às invectivas da banda e os pits abriam-se mais e mais até que rapidamente grande parte do recinto era um único e enorme pit.


Para manter a rotação em alta, a multidão deslocou-se em debandada para o Ritual Stage, porque era tempo de uivar juntamente com a alcateia dos nossos compatriotas do Moonspell. Os lobos lusos espalham ainda os temas do mais recente Extinct pela Europa, mas a multidão pareceu reagir bem aos novos temas “Breathe”, “The Last of Us”, “Extinct” e “Medusalem”. Uma máquina bem oleada raramente funciona mal e os Moonspell não sabem dar um mau concerto. Fernando conquista como poucos uma audiência e esteve sempre comunicativo apelando à similitude fraternal entre a Galiza e Portugal. “Alma Mater” e “Full Moon Madness” foram o corolário de um dos melhores momentos deste dia.


Danko Jones trouxe uma faceta mais Rock ao Main Stage do Resurrection e esteve em bom plano, mas sem fazer grande mossa.


Depois, regressamos aos tons mais negros e lúgubres com os Dark Funeral que retomaram a litania sacrílega que os Moonspell tinham iniciado e que os Behemoth, mais tarde, retomariam. Mas até lá o altar era da banda de Black Metal e que momento avassalador tivemos em Viveiro… deixemos as palavras, porque as imagens falam por si:

 


Aos Strung Out coube a árdua tarefa de preencher o tempo que mediava até os Korn subirem ao palco e a banda puxou dos galões e esteve no pódio entre as melhores.


Últimos tribunos do triunvirato principal desta edição do Resurrection Fest, os Korn eram a banda mais aguardada da noite, até porque há muito se mantinham afastados das extremidades peninsulares.”Blind” “Falling Away From Me” “Freak On A Leash” estiveram na set list e fizeram as delícias dos fãs. O espectáculo fechou em beleza e em tonalidades apoteóticas, sendo que a organização brindou mesmo os presentes com fogo-de-artifício.


Feito isto, de volta ás tonalidades mais espectrais do Ritual Stage e aos Behemoth. Nergal oficiou esta liturgia negra de Blackened Death Metal encabeçada pelos temas como “Blow Your Trumpets Gabriel” do aclamado “The Satanist”. Ainda que possamos afirmar que a banda não prima pela diversidade e que, sendo em termos técnicos extremamente competente, apresenta sempre o mesmo espectáculo, em verdade dizemos que é sempre com gosto que nos deliciamos com esta apologia do locus horrendus.


Obrigado e até 2016, Resurrection Fest!

Fotografia: Nuno Fangueiro