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Sabaton + Korpiklaani + Týr [Hard Club, Porto]

Pela primeira vez em Portugal, os Týr tiveram uma recepção calorosa e mesmo atuando como banda de abertura, não só tiveram uma sala já bem composta como o público se mostrou conhecedor dos temas e entusiasta da banda, desde “Blood of Heroes” na abertura do concerto, até ao término com “Shadow of the Swastika”.
Mais próximos do Heavy Metal que do Folk Metal, este quarteto das Ilhas Faroe foi buscar quatro dos temas tocados ao seu trabalho de 2013, “Valkyrja”, deixando apenas o último tema para o disco de 2011 e recuando a 2009 e “By the light of the Northern Star” para outros três temas.
O concerto, embora curto superou em qualidade e energia os Korpiklaani, mostrando em palco excelentes músicos e um espírito positivo e tempo para algumas piadas pelo meio: “You know Scotland? Is full of scotts!”, mesmo antes de um início a cappela para “Sinklas Visa”. Excelente!!!


Com uma entrada energética, e trazendo um som assente no folk, os Korpiklaani são velhos conhecidos do público português – e recordaram isso – apresentando-se em palco como uma trupe de velhos músicos, freaks e ciganos.
No fundo a sua música é festa e um pouco circense até, servindo mais para o bailarico que o concerto por si.
Talvez por isso fosse fácil encontrar muito pessoal a divertir-se em grupo e a dançar, mais que a observar o concerto.
Mas a energia começou a quebrar após “Ruumiinmultaa”, o quarto tema e “Vodka”, tema seguinte, foi mais entoado em tempo de ressaca que na festa desejada.
Com “Sahti”, aparentemente um novo tema, regressou a energia e a festa, terminando a actuação de onze temas com a irritante “Rauta”, um hit do sexteto, mas mais próxima de batida electrónica que do Rock.
Mais que um concerto, os Korpiklaani foram motivo de festa e o bar agradeceu!


Depois de um excelente concerto na sala 2 do Hard Club, anos atrás, o regresso de Sabaton a Portugal era obrigatório e o novo “Heroes” foi mais que motivo para este regresso dos suecos.
Com roadies vestidos de motivos militares, um palco bélico em que apenas faltou o célebre tanque e com “The Final Countdown” dos também suecos Europe como intro, a banda de Joakim Brodén arrancou com “The March to War” e “Ghost Division”.
Não demorou muito até o vocalista iniciar uma excelente interacção com o público, recheada de espírito positivo e humor, rapidamente alargada aos outros quatro elementos.
Mal “Carolus Rex” terminava, já Joakim pedia para traduzirem “goose bumps” e explicar que se sentia arrepiado pela recepção do público.
Talvez por isso, pouco depois, já uma bandeira portuguesa cobria a bateria de Hannes Van Dahl.
Sempre interactivos, deixaram o público escolher a versão sueca de “Gott Mit Uns” e entre “Soldier of 3 Armies” e “Smoking Snakes” foi escolhida a última.
Em “Resist and Bite”, Joakim tornou-se o terceiro guitarrista do grupo, originando uma pequena brincadeira em palco com cada um a fazer um solo inspirado noutro tema… “Beat it” de Michael Jackson, Beethoven e o “Eruption” de Van Halen foram os escolhidos, até Joakin recordar Metallica e agitar algumas cabeças.
Brincadeiras à parte, o final chegou rápido, mesmo com um encore de três temas – “Night Witches”, “Primo Victoria” e “Metal Crüe” – num concerto excelente, recheado de bons temas e uma banda que sabe estar em palco!



Texto: Emanuel Ferreira | Fotografia: João Fitas – Ricardo Silva
Agradecimento: SWR Inc.