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Sleeping Pulse a juntar Portugal e Inglaterra

Sleeping Pulse é o nome do projecto que junta Mick Moss (Antimatter) e Luis Fazendeiro (Painted Black).
Apresentam-se com “Under The Same Sky”, um álbum que tem um bocado dos dois mundos destes dois músicos com aquilo que se pode considerar Rock moderno com um pouco de progressivo.
Trocamos umas impressões com o Luís Fazendeiro, para nos fazer uma pequena ante-visão daquilo que será um dos grandes discos de 2014.

Esta colaboração é algo surpreendente..

O projeto começou de uma forma bastante peculiar porque no dia em que conheci o Mick, através do Duncan Patterson, foi o mesmo dia em que ele se mostrou interessado em dar a sua voz à minha música.
Isto aconteceu em 2008 e na altura já tinha o nome Sleeping Pulse na minha cabeça, mas a minha ideia inicial era fazer algo com voz feminina. Quando mostrei ao Mick uma versão “demo” daquela que viria a ser a “The blind lead the blind” (que poderão ouvir no álbum) ele foi o primeiro a chegar-se à frente e a dizer que adorava colaborar comigo.
A minha primeira reação foi um bocado incrédula porque sinceramente não estava nada à espera mas ao longo dos últimos 6 anos fomos desenvolvendo o projeto e a nossa identidade ao mesmo tempo que íamos fortalecendo a nossa amizade.

O facto do Mick ser um dos elementos do projeto foi fator importante para o contrato com a Prophecy Productions?

O contacto com a Prophecy Productions foi relativamente fácil porque o Mick já trabalha com eles há alguns anos com os Antimatter e sendo eles fãs da voz dele mostraram-se interessados, mas como qualquer banda, tivemos de passar por um processo de avaliação antes de nos darem luz verde. O trabalho de promoção começou há pouco tempo e antes do álbum ser lançado este Outono esperamos ter um vídeo promocional pronto.

Como foi trabalhar com o Mick Moss?

Nós somos pessoas muito parecidas e desempenhamos papéis muito similares nas nossas próprias bandas (Antimatter e Painted Black) por isso foi muito engraçado ver como dois “control freaks” iriam lidar com todo o trabalho criativo. O facto de termos separado logo as águas também ajudou. O Mick queria aproveitar a oportunidade para ter um projecto onde apenas se pudesse concentrar no lado dos arranjos vocais e letras e eu mantive-me dentro daquilo que já fazia desde sempre: compor.
Eu e o Mick temos sensibilidades musicais muito parecidas e nunca houve conflitos criativos.
A única regra em cima da mesa é que teríamos de estar os dois contentes com tudo o que iria estar no álbum.
Sleeping Pulse acaba por nos dar a oportunidade de explorar coisas diferentes daquelas que fazemos nas nossas bandas e surpreendentemente até foi o Mick que me puxou para adicionar um pouco mais de “peso” aos temas.
Inicialmente queria fazer algo completamente “mellow” e afastar-me o mais possível do Metal, mas o Mick, vindo de um background menos pesado, queria criar espaço no projeto para que pudesse incorporar sonoridades mais pesadas, sem nunca ir ao extremo do Metal.

O que se pode esperar deste trabalho?

Acabámos por nos encontrar a meio caminho e criámos um disco de Rock melódico onde se pode encontrar passagens acústicas, elementos eletrónicos e arranjos de quarteto de cordas.
Eu não sou muito de “vender” a minha música, prefiro que os outros a “avaliem” à sua maneira. Se começo a entrar em muitos detalhes, parece que entro sempre num campo do “gajo que diz que é o melhor do burgo“.