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Smashing Pumpkins – Monuments to an Elegy

Uma das maiores bandas dos anos 90, os Smashing Pumpkins têm vindo a conhecer uma revitalização interessante no novo milénio pela mão do seu líder Billy Corgan, que incansavelmente tem vindo a reformar o conjunto (é o único membro original restante) e o trata como uma “instituição” do Rock moderno, responsável por duas obras-primas do século passado, Siamese Dream e o gigantesco Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Na nova vida, abraçando mais abertamente o rock que pareciam ter deixado para trás no incompreendido Adore, os Smashing Pumpkins tiveram um despontar tímido em Zeitgeist, mostrando (muito) mais potencial no excelente Oceania, que tem prolongamento conceptual nesta sequela que é Monuments to an Elegy.

Primeiro que tudo, numa banda que já tantas “peles” vestiu, é de louvar que Corgan consiga reunir num único disco amostras de todas essas “vidas”, com o resultado a permanecer na mesma coeso e interessante de ouvir.

Há aqui ecos da fase mais próxima do Grunge de GishSiamese Dream na fantástica “One and All”, “regada” a guitarras distorcidas, havendo também momentos mais épicos que trazem à memória Mellon Collie, como a doçura de “Tiberius” com os seus teclados vibrantes que abrem o CD da melhor forma, sem esquecer a faceta electrónica que marcou o final da primeira “encarnação” dos Smashing Pumpkins e da qual há aqui ecos nos sintetizadores insinuantes da belíssima “Dorian”, mas também marcando a aborrecida “Run2me”, que parece algo que poderia ter saído da mente dos 30 Seconds to Mars mais recentes.

Corgan entrega assim um álbum curto (apenas 9 músicas, geralmente abaixo dos 4 minutos) e incisivo, em que todas as músicas parecem ter algo para dizer, seja através da suavidade de “Drum + Fife” ou da urgência anti-romântica da final “Anti-Hero”, com uma letra fantasticamente auto-depreciativa e um refrão maior que a vida.

Além disto, há que mencionar o fantástico grupo de músicos que o líder dos Smashing Pumpkins recrutou para o ajudarem na composição do álbum, nomeadamente através da percussão furiosa de Tommy Lee, dos Motley Crue, que poucas saudades deixa de Jimmy Chamberlain.

Resumindo, Monuments to an Elegy continua de forma esplêndida a ilustrar o esforço que Billy Corgan tem feito para dar uma nova vida e relevância aos Smashing Pumpkins depois dos seus anos gloriosos na década de 90, sendo o melhor CD da banda desde Mellon Collie and the Infinite Sadness e uma prova que estes veteranos ainda merecem atenção e uma palavra a dizer.