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Steve Harris (Iron Maiden): “Temos dificuldade em escrever músicas curtas hoje em dia!”

Steve Harris, baixista, fundador e principal compositor dos Iron Maiden, foi entrevistado para a revista Goldmine e comentou sobre o processo de gravação do novo álbum, retirámos algumas perguntas:

Porque é que voltaram a gravar nos estúdios em Paris? queria recriar o mesmo ambiente do “Brave New World”?

“Não, nada disso. Basicamente sabíamos que é um grande estúdio. Da outra vez estivemos lá confortavelmente. Conhecíamos o engenheiro local. Gostávamos do som. E o Bruce queria que fosse alguém perto do U.K. e por isso a escolha foi óbvia. Não teve nada a haver com o ambiente do álbum. Quando fazemos um novo álbum, não interessa onde é feito. Mesmo que já lá tivéssemos antes, não faz muita diferença a um novo álbum!”

Afirmaste que o processo de escrita do novo álbum foi refrescante, porquê?

“Normalmente entramos nos ensaios, onde escrevemos e ensaiamos e só depois é que gravamos noutro sitio. Mas desta vez fizemos tudo num só sitio, foi bom porque tínhamos a música composta e foi logo gravar no momento. É algo que faz muito sentido de várias maneiras. Quer dizer, nós adorámos fazer assim. Acho que muita gente sabe que os estúdios são ridiculamente caros e a maioria das bandas ensaiam primeiro numa sala de ensaios. Desta vez, decidimos ir diretamente ao que tínhamos que fazer e também pelo facto de que havia uma banda à espera para usar a sala de ensaios. E pensámos, não podíamos estar aqui a compor um novo álbum e ter alguém a ouvir na porta ao lado.. Por isso decidimos ir logo para o estúdio que é mais privado. E funcionou muito bem. Acho que quando fizermos um novo álbum iremos fazer da mesma maneira!”

A faixa de abertura ,”If Eternity Should Fail” lembra o ouvinte das influências que o prog rock clássico tem tido na vossa composição. Achas que, nos últimos anos, os Iron Maiden tem puxado por si mesmos em termos criativos como muitas bandas de rock progressivo clássico, sem restrições, expansivos e muito abertos?

“Tem sido sempre assim. Sempre fizemos o que queríamos desde o primeiro álbum, por isso não há muitas diferenças. Apenas temos dificuldade em escrever músicas curtas hoje em dia. Não sei porquê. É a maneira como evoluiu. Não há nenhuma razão em particular além do facto de termos várias influências. Algumas sendo mais prog. Mas não estamos a tentar ser algo a não ser escrever as músicas que na altura sentimos ser as corretas. Sabes, nós nunca sabemos o que vamos escrever a seguir. Essa é a parte excitante do ir fazer um novo álbum. Sem planos, apenas vamos e fazemos, e o que sair saiu. É só depois, durante as entrevistas, que o analisamos. Nós não analisamos o que fazemos. Apenas o fazemos!”

Podem ler a entrevista toda aqui: Goldmine Magazine.

Marco António Pires

Sou amante da música em geral com gostos mais virados para o metal, mas estou sempre disposto a ouvir coisas novas!