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Tara Perdida – Luto

Dois anos após o lançamento de “Dono do Mundo” (o último álbum com a presença do carismático vocalista João Ribas), os Tara Perdida regressam com um novo álbum na bagagem intitulado de Luto e contam com um novo vocalista (Tiago Afonso dos Ex – Easyway). São frequentes os comentários que se fazem ao facto de os Tara Perdida continuarem na luta sendo que alguns fãs os criticam e questionam o porquê de continuar após a morte de João Ribas.

As opiniões dividem-se mas com uma carreira tão longa, tão vasta e com tanto investimento feito era espectável que os Tara Perdida continuassem (e ainda bem que o fizeram, diga-se por passagem).

O álbum começa precisamente com o tema “Regresso, um regresso às origens, à essência dos Tara Perdida. O instrumental poderoso sempre a rasgar está presente bem como os solos de guitarra de Ruka e a letra bem vincada que transmite esperança. O segundo tema, “Luto começa com um coro da banda e é um apelo à não desistência e foi isso mesmo que os Tara perdida fizeram, não desistiram do que conquistaram até então. Segue-se “Um dia de cada vez onde podemos subentender que representa o estado de espírito da banda, viver um dia de cada vez e esperar pelo que o futuro trará.

Até ao fim foi o primeiro single a ser desvendado, escrito e cantado pelo guitarrista Ruka, e é um tema dedicado a Ribas exclusivamente. Neste tema está espelhada a tristeza que a morte do vocalista provocou nos restantes membros da banda, o sentimento de estranheza que paira na banda, sempre habituados na sua companhia. É, de facto, uma despedida até ao fim, onde os dias passam e fica um vazio. Segue-se “Vem daí apela a que os fãs lutem e conta com um coro como já é hábito em alguns dos temas dos Tara Perdida. “Nuvem” é um tema que nos dá força para contornar os obstáculos, mais uma vez a ideia de dar a volta por cima da banda está aqui patente, bem como no resto do disco.  Lista negra relembra o ritmo do tema Lambe-Botas bem como a letra a repudiar um individuo. “Morfina” serve como que um analgésico no sentido literal porque desacelera o ritmo galopante do álbum e deixa-nos recuperar o fôlego! segue-se “Histórias de Silêncio” com uma letra que soa bem ao estilo dos ex-Easyway.  Por fim “Lodo” volta a acender a chama e o álbum termina com um excerto de 19 segundos intitulado de “Jogo”.

Luto é um álbum é uma homenagem a João Ribas e os Tara Perdida fazem questão que isso fique bem patente. A luta para que tudo se encaminhe no bom sentido é notória. Em contra partida a mágoa pela perda do influente Ribas é visível, como não podia deixar de ser. O novo vocalista, Tiago Afonso, fez um trabalho exemplar embora difícil e pode não ser do agrado de muitos mas desde o início que os Tara Perdida defendem que Tiago não está na banda para substituir Ribas e é isso que ele está a fazer, a iniciar um novo ciclo na banda nunca esquecendo as origens e a verdadeira essência dos Tara Perdida.