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The Haunted [Agosto 2014]

Chegou Agosto e a época dos festivais está no seu auge com inúmeros eventos a sucederem-se um pouco por todo o lado em Portugal. Muitos dos nossos leitores já fizeram a mala (ou melhor carregaram a mochila) e estão quase a partir para Vagos. Nesse que é o maior evento do género em terras lusas, subirão ao palco, no dia 9, os The Haunted. Estivemos à conversa com a banda e deixamos aqui um aperitivo para aquilo que encontrarão no VOA 2014:

É sabido que houve um grande esforço para não deixar os The Haunted acabar, e que, para que isso não acontecesse, trazer o Aro de volta à banda foi fundamental. Agora, vocês têm uma nova formação – como é que está a correr musicalmente?
Temos uma grande química dentro da banda! Todos nos complementámos uns aos outros perfeitamente. Claro que com o regresso do Marco e do Adrian à banda o estilo ficou definido. Iria ser um regresso “thrashy” e com o novo guitarrista solo Ola Englund tudo ganhou vida. Estamos muito felizes com o novo álbum e com o voltar às nossas raízes mais pesadas.

E quanto a concertos, como têm sido com o Aro de volta?
Até agora demos alguns concertos, incluindo a estreia no cartaz do “70000 Tons of Metal”, em Janeiro deste ano. A nova formação, liderada pelo Marco, funciona muito bem, e julgando pelas reações do público, receberam-no de volta de braços abertos!

No início de Julho anunciaram o lançamento do vosso novo álbum, “simbolicamente e programaticamente” intitulado “Exit Wounds”; gostariam de explicar o conceito por detrás do álbum e do respetivo título?
“Exit Wounds” simboliza o sofrimento e os golpes causado à banda pelos membros que saíram, mas também significa que a banda não pode ser morta e que o espírito do grupo e da nossa música está mais forte do que nunca.

Posteriormente, tivemos a oportunidade de ouvir “Cutting Teeth” e antes disso ficámos a saber que o Chuck Billy dos Testament iria ser um convidado na faixa “Trend Killer”, juntamente com o Jed Simon. Que nos podem adiantar sobre estas novas músicas e convidados especiais?
“Cutting Teeth” e “Trend Killer” são ambas músicas muito pesadas e agressivas. A primeira foi composta como faixa de abertura do álbum, e irá marcar uma posição clara: estamos de volta às nossas raízes mais agressivas e pesadas. Acho que cumpriu a sua tarefa. A segunda, “Trend Killer”, é um dueto entre o Marco e o Chuck Billy. É uma música arrasadora e fará de certeza parte dos nossos concertos vindouros. O Chuck e o Jed são ambos velhos amigos da banda e é uma honra tê-los como convidados no nosso álbum!

Como foi gravar o novo disco? Foi difícil escolher entre o que iria ser gravado e o que ficaria de fora? Lembro-me que descreveste o processo de gravação de um álbum como “amaldiçoado, extenuante e extremamente cansativo, contudo eventualmente imensamente recompensante”.
Gravámos a bateria com o Tue Madsen, nos estúdios Antfarm, na Dinamarca. Ele é como o sexto membro da banda e valorizamos imenso as opiniões dele. As guitarras foram gravadas no estúdio do Ola Englunds, em Estocolmo, e mais tarde foram geridas pelo Tue. Foi uma sessão muito inspiradora e, na verdade, só uma faixa das que foram gravadas ficou de fora do álbum. Claro que também tivemos de reter músicas para edições especiais, etc. No geral foi um processo bastante criativo e recompensador!

Convosco esteve o “feiticeiro dos produtores, e grande amigo, R-Tue-D-Tue” (True Madsen) e a cadela dele, Maud? Como foi trabalhar com alguém tão próximo e genial? A Maud deixou alguma “pata” em alguma das novas músicas? 🙂
O Tue é como o sexto membro da banda e respeitamos muito as ideias e sugestões dele. A Maude ajudou muito a ter uma energia relaxante no estúdio. Ela sabe mesmo como nos fazer sorrir. 😉

A utilização por parte do Tue de uma piscina para aquele efeito especial de reverb!? Aconteceu mesmo?
Sim, a piscina pode ser usada de diferentes formas. Podemos instalar a bateria dentro da piscina para um som reverb de bateria pesado ou instalar no canto, como nós fizemos, e ter microfones de ambiente dentro da piscina. Desta maneira consegue-se um som com um reverb muito singular.

Vocês vão passar este Verão em alguns grandes festivais, como o alemão Summer Breeze ou o português Vagos Open Air. Que nos podem dizer sobre o concerto no VOA? Vamos ouvir músicas novas?
Possivelmente, apesar de ainda não termos decidido nada sobre quando as músicas entrarão na setlist. Vamos definitivamente tocar as músicas do EP “Eye of the Storm” que saiu no início deste ano.

Já tiveram a oportunidade de ver o cartaz do VOA? Vocês são logo depois dos Angelus Apatrida, e antes dos Behemoth, num dia que tem Annihilator e Opeth como cabeças de cartaz. Pode vir a ser uma daquelas noites devastadoras, não acham?
Tive a oportunidade de ver o alinhamento do festival e estamos ansiosos para fazer parte deste cartaz arrasador!!!

Esta não vai ser a vossa primeira vez no nosso soalheiro país, mas tocar num festival de Verão, durante o dia, é muito diferente de tocar em casas de espetáculos como o Paradise Garage, em Lisboa, ou o Hard Club, no Porto. Qual é a vossa opinião sobre isto?
10. Os festivais proporcionam uma boa maneira de alcançar novas pessoas que de outra maneira talvez nunca viriam ver a nossa banda. Mas pessoalmente prefiro a agressividade intensa e suada das casas de espetáculos pequenas. Quando tocamos as músicas que compusemos para as pessoas que escolheram vir ver-nos e ir à loucura connosco!

Se te pedisse para trocarmos de posição e para fazeres a ti próprio uma pergunta, assim como respondê-la, qual seria?
Por que razão não acabaram a banda depois de perder três membros? Sentimos que tínhamos tanto para dar e queríamos trazer de volta o lado mais pesado dos The Haunted. Ainda há muita vida nesta banda e aqueles que comprarem o novo álbum e vierem aos nossos futuros concertos iram testemunhar isso na primeira pessoa.

Para terminar, gostavas de deixar uma mensagem aos vossos fãs portugueses?
Mal podemos esperar para voltar ao vosso belo país e tocar outra vez! Acautelem-se: será um concerto brutal!! Até breve!!