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Theory of a Deadman – Savages

“Isto é uma nova música dos Nickelback?”. É triste mas é verdade, desde que se formaram em 2001, os Theory of a Deadman têm vivido na sombra dos gigantes também canadianos, pelas grandes semelhanças no estilo de música que compõem e tocam. São tantas as coincidências que a discográfica que representa a banda de Tyler Connoly foi criada pelo frontman dos Nickelback, Chad Kroeger. Serão capazes os canadianos de inverter a tendência e ser reconhecidos pelo seu trabalho e não pelas semelhanças com outra banda?

Com o seu novo álbum Savages, a resposta poderia ser afirmativa. Produzido por Howard Benson (Black Stone Cherry, Halestorm, 3 Doors Down), o quarteto canadiano volta às prateleiras das lojas 3 anos depois do seu anterior trabalho e provavelmente melhor que nunca. Com um som renovado, os Theory of a Deadman estão muito mais sombrios e pesados, aspeto que se reflete nos riffs de guitarra e harmonias vocais.

O álbum abre com “Drown”, o primeiro single que já fora lançado no passado mês de Abril deste ano e que antecipava o lançamento do álbum a finais de Julho. É um grande exemplo da evolução do som da banda nestes últimos 3 anos, com um baixo contagiante no verso e umas vocais muito “dark”, especialmente no refrão.

Segue-se uma música que se mantém ao estilo original de Theory of a Deadman, “Blow”, seja musicalmente ou até mesmo pela letra, que converte este tema numa crítica social. A assinalar, o groove criado pelo grande trabalho do baterista Joey Dandeneau.

“Savages”, que dá o nome ao disco, conta com a colaboração do legendário Alice Cooper. Mesmo assim, dá a sensação de que falta qualquer coisa. O refrão é bom, e o solo de guitarra melhor, mas no seu conjunto, não acaba de convencer.

“Misery of Mankind” e “Salt in the Wound” voltam a demonstrar a evolução do som da banda. Riffs poderosos, vocais sombrias e até solos de guitarra de grande qualidade.

E chega o momento da balada, que não podia faltar a um disco de rock. “Angel” apresenta uma bonita melodia, com uma base musical que faz lembrar Coldplay ou até mesmo “Madness” dos Muse.

“Heavy” tem possivelmente a coleção de riffs mais pesados da história dos Theory of a Deadman e “Panic Room” tem um ritmo frenético e energético. A outra balada do álbum, “The One”, embora bonita e com direito a uma bela incorporação de violinos, não consegue manter o nível da anterior balada do disco.

Depois de uma pequena decepção, aparece uma agradável surpresa. O quarteto resolve arriscar e aventurar-se no mundo country com “Livin’ My Life Like a Country Song” e consegue ser, surpreendentemente, muito bem sucedido.

Esta aventura começa a chegar ao seu fim, e os Theory of a Deadman voltam às suas origens com “World War Me”, com um refrão que fica no ouvido. A banda acaba tão forte como começou o disco com a calma “In Ruins” (que chega a fazer lembrar One Republic) e a épica “The Sun Has Set On Me”, que cresce até atingir o seu auge e acabar da melhor maneira este álbum.

Sem nenhuma dúvida, Savages é o melhor trabalho dos canadianos até a data. Um álbum muito sólido no seu conjunto, sem nenhuma canção que se possa considerar descartável, que surpreenderá os velhos e novos ouvintes dos Theory of a Deadman.

Analise de David Westerman