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Viza – Aria

VIZA pode ser um nome desconhecido para muitos dos nossos leitores, mas não é, por exemplo, para Serj Tankian que já manifestou a sua afeição pela música da banda de L.A., sendo que System Of A Down será talvez um dos nexos referenciais mais evidentes para estas sonoridades.

Aria é o mais recente trabalho dos Viza e sucede a ‘Carnivalia’ (2011), álbum que mereceu merecida aclamação crítica. Um dos pontos a discutir é a qualidade vocal de K’noup Tomopoulos que pela tonalidade e diversidade da sua prestação merece reconhecimento, ainda que possa não ser do agrado de todos, na sua visceralidade Hard Rock.

Depois do início com “Never Feel”, há uma excelente “Quicksand” logo seguida pela exótica e empolgante “Midnight Hour (Dingle Rock)” que traz os ecos já referidos de SOAD e até mesmo de algum KORN.

Variedade é o que não falta neste Aria, ouçam-se as paisagens sonoras orientais de “Vanished”, o ímpeto ora delicodoce ora marcial de “Viktor’s Vanguard” e ainda a balada parodística “The Girl That Doesn’t Exist“. Depois temos faixas mais pesadas e diretas como a bélica “Forward March” e ‘Alley in Tijuana’.

Em resumo, Aria é uma bela surpresa e altamente recomendável para aqueles que apreciam musicalidades pesadas e exóticas e composições intrincadas que fazem com que cada nova faixa nos surpreenda e mantenha “agarrados” até ao final que neste caso é em chave de ouro com a picaresca “Brunette“.