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We Came As Romans – We Came As Romans

Os americanos We Came As Romans (WCAR) foram uma banda que marcou o efémero período de glória do Metalcore que permeou o início da década, embora relegados para uma segunda linha face ao poder britânico de bandas como Bring Me The Horizon (BMTH) ou Architects.

Acontece que, ao 4º álbum de estúdio e continuando a transição que já tinha sido iniciada em Tracing Back Roots, de 2013, a banda de Detroit decide demarcar-se do rótulo de raiz criando um novo estilo para si mesmos, à semelhança dos BMTH, aproximando-se de um som marcadamente Hard Rock e mais cheio por efeito de sintetizadores feitos à medida.

Dos singles lançados entretanto, a faixa inicial “Regenerate” não impressionou pela sua toada banal, mas “The World I Used To Know” com os seus riffs pesados, atmosfera electrónica e sensibilidade Pop que sempre marcou os WCAR permitiu vislumbrar o potencial que o disco encerrava e que é confirmado e desmentido em igual medida ao longo do registo.

Se as origens do grupo ainda estão bem presentes em faixas puramente Metalcore como a viciante “Tear It Down” com as suas breakdowns de impor respeito, ou “Defiance” e o seu refrão contagiante que mostram que o registo mais old school da banda está longe de ainda estar gasto, embora sejam algumas das faixas mais experimentais que brilham da melhor forma.

Marcadamente Pop, “Saviour of the Week” permite conhecer um lado mais leve e animado dos WCAR que resulta muito bem, enquanto que o seu lado antémico expresso em momentos como “Who Will Pray?” ou “Blur” não impressiona, soando genérico e demasiado dramático, como se os Imagine Dragons tivessem descoberto os prazeres de distorção e afinações baixas, embora a final “12:30” em registo pseudo-balada emocional é a excepção que encerra o disco da melhor forma, soando mais genuína do que a maior parte das suas antecessoras.

Desta forma, os WCAR continuam a explorar a sua vertente mais rockeira e menos metaleira no novo disco, resultando num álbum sólido de Hard Rock, mas que não inova especialmente para a banda ou para o género e que parece ser mais um CD de transição do que propriamente um esforço coeso.