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Wolvserpent [Outubro 2014]

Hoje à noite, os Wolvserpent estarão em destaque na Sala 2 do Hard Club para a última liturgia do Amplifest 2014. Nesse momento, ecos de uma litania ancestral percutirão nos tímpanos de todos aqueles que ao sentirem, como o lobo, o apelo silente da lua, se entregarem ao beijo venenoso e inebriante da serpente. Nós escutamos recentemente esse chamamento e acolhemos, nas trevas do coração, estas melodias saturnianas, sendo que chegou finalmente o momento de partilharmos convosco a introdução aos mistérios arcanos pela mão destes demiurgos do Drone/Doom Metal:


Antes de mais, em nome da Rock N ‘Heavy quero agradecer-vos, Brittany e Blake, pela vossa disponibilidade para esta entrevista.
De nada. Obrigado pela conversa.

Pessoalmente, acho que a vossa música é, ao mesmo tempo, indutora de ataraxia, mas também desafiante. Tudo sobre a vossa estética tem um tom ou apelo simbólico, conceptual e semelhante a uma metempsicose. Qual é o objetivo final para a vossa música?
O nosso objetivo consiste em abrir canais de criatividade e um fluxo de expressão através da música. Este canal pode ser uma ferramenta tanto para nós, como para o ouvinte, que permita estabelecer uma ligação aos meandros internos de ser, bem como a uma paisagem externa de sentir. Esta tomada de consciência daquilo que está dentro e fora cria as bases para um nível profundo de cura, transformação e transmutação da vida diária numa consciência mais desperta.

Toda a imagética e aspeto gráfico em torno dos Wolvserpent tem um profundo significado místico e simbólico. Será que podiam esclarecer-nos sobre alguns dos aspetos mais importantes?
Congregamos muitas influências para o nosso grafismo. Os mais significativos, na maioria dos casos, são elementos da natureza, símbolos de culturas ancestrais, a beleza, a introspecção, a cosmologia e a intensidade.

Perigaea Antahkarana” é um álbum extenso, mas que ouvimos com um “crescendo “de emoção a cada faixa. Vejo-o como uma jornada espiritual numa perspetiva holística, porque ao caminharmos afastamo-nos da natureza em si mesma (os quatro elementos), aspirando a um mundo além! Mas será que podiam partilhar connosco o vosso próprio conceito para este álbum?
É fantástico conhecermos essa tua experiência com o álbum. De facto aproveitamos os quatro elementos para ancorar os nossos conceitos para uma orientação da ecologia espiritual. Dito isto, também pretendemos conseguir uma grande abertura com a música para que os conceitos conjurados possam variar dependendo das experiências de vida de cada um dos ouvintes. A nossa intenção é criar um espaço de outro mundo que possa potenciar a meditação, introspeção, os sonhos e a filosofia. Desejamos que essa jornada de escuta seja a faísca que desperte uma consciência vital interna.

Já que falamos sobre viagens, se pudessem voltar atrás no tempo, que momentos da história escolheriam e gostariam de encarnar alguma figura?
Não vemos as coisas dessa maneira, por isso não somos capazes de fornecer uma resposta. O momento mais importante é agora. A humanidade está a viver um momento decisivo.

O que nos podem dizer sobre a vossa última primavera / verão, nomeadamente, quando tocaram no Crucial fest com Red Fang, Call of The Void… Que memórias guardam?
O Crucial Fest foi fantástico e muito bem organizado. Tocamos com os Subrosa que são excelentes e que partiram tudo com o seu novo trabalho.
Nós também tocamos no Gilead Fest no último verão. Algo que também foi realmente fantástico. O Adam fez um ótimo trabalho de curadoria. Trouxe artistas como Ash Borer, Hell, Uzala, False, Loss, The Body, Mutilation Rites, entre outros. Foi muito bom ver tantos amigos todos juntos, bem como conhecer novas pessoas e compartilharmos a música que fazemos.

Os Wolvserpent vão tocar no Amplifest 2014 que conta com bandas como Swans, Cult of Luna, Wovenhand, Ben Frost, Yob, Pallbearer, etc! Qual é a vossa opinião sobre as bandas na programação? Algum destaque pessoal
Estamos entusiasmados por dividirmos o palco com artistas brilhantes. O festival é muito bem organizado, estamos ansiosos por assistirmos a todos os concertos.

Ouvir Wolvserpent pode muito bem ser uma experiência de metempsicose, mas o que dizer do vosso som ao vivo. O que pode o público do Amplifest esperar desse concerto aqui em Portugal?
Ouvimos frequentemente as pessoas dizerem que a música é melhor experienciada num ambiente ao vivo. Tocamos excertos do álbum numa experiência única, arrebatadora e multissensorial.

Aqui na Rock n’Heavy temos por hábito colocar uma pergunta muito especial. Damos a oportunidade aos músicos de se questionarem sobre algo que nunca ninguém ousou perguntar e pedimos que respondam a essa questão.
Se tivessem um botão que pudessem pressionar e todos os telemóveis do mundo desapareceriam para sempre, vocês pressionavam?
Sim

O que podemos esperar dos Wolvserpent no futuro próximo?
Estamos a gravar um álbum que será lançado via Relapse Records na primavera.

Algumas últimas palavras para os fãs portugueses e, especificamente, para aqueles que vos esperam no Amplifest?
Eles dizem que somos parecidos com os mortos-vivos. Eles dizem que não podemos ter grande coisa nas nossas cabeças. Eles dizem que as nossas canções são demasiado lentas. Mas eles não sabem as coisas que apenas nós sabemos.
Sano ad infinitum.

Entrevista por Rui Carneiro

 

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