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Amplifest Session: The Body | Full Of Hell [Musicbox, Lisboa]

A próxima edição do Amplifest está para breve, mas para lá chegarmos, a estrada tem que ser desbravada, e foi isso que aconteceu no início da semana com dois concertos demolidores. O Musicbox em Lisboa e a Cave 45 no Porto receberam os Full Of Hell e os The Body. Enquanto os primeiros é pura destruição, os segundos caminham a um passo ligeiramente mais lento, mas ao mesmo tempo demolidor.

Estivemos na data lisboeta, cuja entrada na sala foi atrasada, mas as atuações começaram a horas e sem grandes demoras. Regressados após terem atuado no Amplifest em 2015, os Full of Hell são uma jovem força motora que se tem vindo a destacar no género grindcore devido à grande atividade com diversos lançamentos por ano. Os 25 minutos da atuação pareceram 50, tal a hipnose das passagens noise por entre os momentos de grindcore, sem dar descanso aos poucos aventureiros, que no início do concerto, ainda fizeram um pequeno mosh. Com passagens pelos vários trabalhos editados, o concerto teve com destaque, o registo lançado em colaboração com o artista japonês Merzbow ao som das faixas “Burst Synapse” e “Thrum In the Deep”.

A subida ao palco dos The Body foi rápida, o mesmo não se pode dizer do início do concerto que começou com uns minutos de distorção. O conjunto de sludge/doom veio apresentar o seu mais recente trabalho “No One Deserves Happiness”, o primeiro após uma sucessão de registos de colaboração com nomes como Thou, Krieg e os companheiros de estrada, Full of Hell.

Enquanto Chip King canta e toca guitarra, Lee Buford lidera o ritmo na bateria e trata da restante programação, eis os membros dos The Body, e se em certos casos, o ter um membro extra faz a diferença, neste caso apenas iria ocupar espaço, o duo americano faz muito com pouco e debitam um sludge sujo e cru como mandam as regras. Com o microfone desligado – ou com volume baixo, o que ouvimos saiu diretamente da capacidade pulmonar de Chip King, que em certas alturas sobreponha-se à wall of sound sentida. Pouco passava das 23h e já nos dirigíamos para casa, foram concertos curtos, mas com a duração perfeita a servir de aquecimento. Que venha de lá esse Amplifest.

Texto: Marco António Pires
Fotografias cedidas por: Nuno Bernardo (Ruido Sonoro)
Agradecimentos: Amplificasom

Marco António Pires

Sou amante da música em geral com gostos mais virados para o metal, mas estou sempre disposto a ouvir coisas novas!