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Blasted Mechanism [Teatro Sá da Bandeira, Porto]

Os Blasted Mechanism estão de regresso aos palcos e com eles trazem um novo disco na bagagem. Blasted Generation é o nome do 8º álbum de originais, que sucede ao Mind At Large, lançado em 2009. Depois do concerto de apresentação na Aula Magna, os Blasted rumaram à invicta para mostrar o seu novo trabalho. O Teatro Sá da Bandeira serviu de palco para a festa de apresentação no passado dia 7 de Abril.

Como vem sendo habitual, novo disco signifca nova metamorfose para Guitshu, Valdjiu, Ary, Syncron, Zymon e Winga. E desta vez, além de novos fatos e novas músicas, a banda trouxe também um novo palco, que permite que sejam projectadas imagens, que complementam a experiência Blasted Mechanism ao vivo. Com esta nova componente cénica, além de enriquecer ainda mais o aspecto visual do espectáculo, torna-se ainda mais fácil viajar pelo universo da banda.

Eram cerca das 23h, quando se ouviram os primeiros sons electrónicos do single que dá nome ao novo trabalho discográfico, Blasted Generation. Os novos fatos são pretos, acompanhados com desenhos vermelhos brilhantes. Na cabeça, “chapéus” novos, e desta vez com iluminação. Valdjiu, traz também um novo instrumento, a fazer lembrar a guitarra de Matthew Bellamy dos Muse.
O TSB estava bem composto e o público que o preenchia mostrava-se conhecedor da nova música, entoando o refrão. Seguiu-se Are You Ready, como que a dar o mote para a festa. A última vez que os Blasted passaram pelo Porto, foi numa noite chuvosa da Queima das Fitas, há quase um ano. Guitshu, o vocalista, fez referência a esse facto, e disse que da última vez toda a gente tinha ficado molhada. Mas que nesta noite, gostaria que as pessoas saíssem do teatro igualmente molhadas.

Seguiu-se Mystical Power, acompanhada por três músicas novas, Let Go, Bringing Light e Surrender, para depois regressar de novo ao passado. I Believe, arrancou os primeiros saltos de um público que até ao momento se mostrava um pouco tímido, no que toca a movimentos corporais. A partir daqui, cantar e dançar tornou-se algo natural, como veio a comprovar a música Sun Goes Down, com um final protagonizado apenas pelas vozes do público e o baixo de Ary.

Mais uma música, mais uma descarga de energia electrizante. Foi assim durante todo o concerto. As imagens projectadas no palco, dão toda uma nova dimensão às músicas. A disposição do palco, com Winga e Syncron no piso superior com as percurssões, e os restantes elementos no piso inferior bem junto ao público, permite observar todos os elementos do grupo em acção. E eles são incansáveis a puxar pelo público, e este retribui de igual modo, ao som de Battle of Tribes, Come Closer e Destiny? Play and See. Start to Move, Blast Your Mind, e Blasted Empire são mais um incentivo para a dança, de tal modo que, parece que o chão do TSB não vai conseguir acompanhar o ritmo.

Algo que se veio a comprovar mais tarde. Hold the Vision, é mais uma mostra do novo trabalho, enquanto Nazka prepara-nos para regressarmos aos primóridos dos Blasted, mais concretamente ao ano de 1998. A grande explosão surge com The Atom Bride Theme, um dos clássicos da banda. Quer no palco, quer na assistência, transborda alegria e energia, de tal modo que o tema termina com um salto de Winga para o público, seguido de crowd surfing, para delírio dos fãs. Depois a banda retira-se, mas por pouco tempo, pois ainda ninguém se dá por satisfeito.

No encore, mais uma faixa nova com How Beautiful. Segue-se, por ventura, o momento mais aguardado da noite com a música Karkov. Ninguém permanece estático após Guitshu gritar Nadabrovitchka. É simplesmente contagiante. Puxa para cima encerra o concerto, mais uma vez com a participação do público. Já em fase de agradecimentos e aplausos pela noite proporcionada ao longo de 20 músicas, as pessoas não se cansam de entoar a letra da música final, causando um agradecimento sincero por parte da banda. No final, o relógio marca 30 minutos depois da meia-noite, e apenas se vêem expressões de felicidade nas pessoas. E não é para menos, os Blasted Mechanism estão de volta e cheios de energia.

Texto por Tiago Cavaleiro | Fotografia por Nuno Fangueiro
Agradecimentos: Metrónomo