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Reality Slap [Altar, Porto]

Numa noite de temperaturas gélidas, os Reality Slap vieram à cidade do Porto mostrar o novo álbum “Necks & Ropes”. Depois da noite anterior terem dado um grande concerto na capital, a vontade de repetirem o êxito era o mais que se ansiava na Invicta. Como bandas de apoio, juntaram-se os Step Back! de Penafiel e os Slither aqui do Porto.


Slither ( 1º Parte )

Os Slither foram os primeiros aquecer o ambiente com um metal a rondar sonoridades trash, notando-se influências de Machine Head, Slayer… Riffs pesados com solos pelo meio com Luís na bateria a manter um ritmo puxado, criando alguns headbangings. Ainda sem nenhum EP lançado os Slither mostram-se coesos e com alguma solidez musical já acumulada. Não faltando muito para a gravação de um primeiro EP. Não sendo uma banda que se encaixe na sonoridade das restantes, fizerem o prometido que foi aquecer as hostes que iam chegando ao Altar.


Step Back! ( 2º Parte )

Chega agora a vez dos Step Back!! Para quem foi vê-los à não muito tempo no Spot no c.c. Stop, com DWC, We Ride e outras bandas, sabe que estes rapazes puxam muito pelo público. Muito mesmo! Foram inúmeras as vezes que o Nuno Sousa (vocalista) foi ter com o público abrindo circles pits, criando mosh, sempre com grande atitude e vontade de meter toda gente a mexer. O único ponto negativo foi o som do microfone, que falhou em algumas músicas quebrando um pouco o ritmo. Também sem disco lançado, (só uns splits com outras bandas do meio hardcore) os Step Back!, segundo as redes sociais, devem entrar em estúdio para gravações em breve. Talvez saía o tão desejado álbum…


Reality Slap ( 3º Parte )

Depois do energético concerto de Step Back!, em que deixou nódoas negras em alguns dos presentes. O caos instala-se com a entrada no palco dos Reality Slap. Com o novo álbum acabado de sair, “Necks & Ropes”, os Slap prometiam ainda mais nódoas negras aos muitos que se tinham dirigido ao Altar para serem abençoados com uma boa dosagem de hardcore tuga. Johnny (vocalista) sobe ao palco vestindo uma tshirt de uma nova banda algarvia da cena hardcore, os Cascavel (projecto paralelo em português de Poli, vocalista dos Devil In Me). Curiosamente, o baterista de Devil in me também é o bateristas dos Slap. O novo álbum é um desfile musical de agressividade, hostilidade e corrosão, roçando um pouco de grindcore relembrando por momentos os extintos Nasum. Bombas como “Brainfreeze”, “People Suck”, “1000 Faces” ou “Breaking Out”, fizeram as delícias de todos com muita porrada bem ao estilo hardcore, com stages dives inclusive do próprio Johnny. Tal como foi no concerto em Lisboa, a setlist acaba com a colossal “Necks & Ropes” e “The End”. Sem sombra de dúvida que com este novo registo, os Reality Slap, já começam a ser um grande nome no meio do HC nacional.


Texto e fotografia por Nuno Fangueiro