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Tara Perdida [Hard Club, Porto]

Numa noite de capicua 11-11-11, somos presenteados em ambas as salas do magnífico Hard Club, concertos de encher a barriga, na sala 1, com Tara Perdida, e na sala 2, com a festa de lançamento do CD GOTH’N’ROCK “III Chapter”. Motivos mais que suficientes para sair de casa e dar um salto à beira rio.

Para finalizar a digressão, os Tara Perdida, escolheram o mui nobre local da Invicta, o Hard Club. Sala praticamente cheia, tendo em conta que não havia bandas de suporte. O que indica que os Tara Perdida ainda têm muito público fiel, de várias faixas etárias, ao longo dos duros mas bem-aventurados 16 anos de carreira. Com cinco álbuns na mala e um DVD ao vivo, a setlist prometia ser longa, mostrando um pouco de cada disco. Um total de 22 malhas, cheias de carisma e de sing-a-longs por parte do público desde a primeira música até ao final. Uma festa auditiva com João Ribas (vocalista) e Ruka (guitarrista) a puxarem pelos fãs, praticamente durante todo o concerto. Este que arranca com “Patrícia (Melhores dias te esperam) ”, ritmo em alta rotação a abrir a circle pit em segundos. “Quanto mais eu grito” foi o tema seguinte, que colocou não o publico a gritar mas quase… Gritar de exultação, de paixão pela banda. E “É assim” que prosseguia o grande concerto dos Tara, com “Sentimentos Ingénuos” e muita “Realidade” a ser orientada pela banda.

A meio do concerto, Ribas, agarra no micro e dá os parabéns ao Bernardo, jovem rapaz que festeja o seu primeiro concerto, e logo em descomunal concerto com Tara Perdida, com direito a subir ao palco com muitas palmas por parte do público. A malha na qual Bernardo dá início é um dos temas pioneiros dos Tara, “Batata Frita”. Malha que foi repetida pois a malta que se encontrava no circle pit, não parava no fim da música. E o Ribas, lá insistia… “Vocês não param quando a música acaba?! Mais uma vez!” E foram precisas três vezes, para fazerem tal como Ribas tinha pedido. Os fãs, nada importados pelo facto de a repetirem, pois a cada repetição, o som do público tornava-se cada vez mais alto.

Foi bom “Acreditar” que “Fizeram-se Amigos” num concerto nada “Desalinhado”. As “Memórias” irão durar mais de “30 Dias”, numa noite nada “Feia”, porque muitos acreditam que vão “começar a andar, passo a passo, muito lentamente, saber ler, compreender e continuar”, na vida com Tara Perdida no coração.

Texto por Nuno Fangueiro
Fotografia por Nuno Fangueiro e Daniel Carvalho