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ZEN [Hard Club, Porto]

“As gajas querem não querem? Bora lá mostrar essas mamas!”

Esta pode muito bem ser a melhor frase para descrever o concerto de ZEN, no passado Sábado no Hard Club no Porto. Uma noite marcada pelo calor (dentro e fora) destinada a uma geração não tão distante (ou gerações). Conseguia-se ver, somente ao olhar para as caras de quem esperava pelo inicio do concerto, que existia uma ânsia escondida, no que foi para muitos, o primeiro concerto de ZEN em anos, ou até de sempre. A sala, ao contrário do que é habitual para o bom português, encheu cedo e bem. O que já não falhou ao tradicional espírito foi o atraso ao inicio do concerto… Momentos antes, um dos roadies da banda distribuía cervejas pelo palco, o que seria só por si um sinal que a entrada em palco da banda estaria para breve. (A cerveja morreu). As expectativas estavam ao máximo, e o número de fotógrafos em frente às grades estava-me a assustar (em quantidade e peso).

O concerto começa, as pessoas berram sincronizadamente com o vocalista Rui Silva, que cedo se sentiu com vontade de apanhar um pouco de ar e se manda de volta para o público. Isto multiplicado pelas 19 músicas do set podem muito bem descrever a noite (A começar com True Funk e acabar com 11Am) . Foi o delírio (não só do vocalista)! O espectáculo estava muito bem estruturado, e mesmo o caos que se sentia em palco não deixava descurar a qualidade técnica dos restantes músicos. Do lado de cá, dava mesmo a sensação que o público estava ensaiado, e sabia perfeitamente o que tinha a fazer. O rock “groovado”, “funky”, dançável e frenético contagiou toda a noite, o que fez da sala 1 do Hardclub um local estupidamente quente! (literalmente). Por fim, o concerto acabou, quando Rui Silva se fartou de mandar o microfone para o chão, e os roadies se fartaram de desfazer os nós do cabo no tripé do mesmo. Foi sem dúvida uma actuação em que se amava ou se odiava. E depois do próprio carácter e postura descontraída da banda, só havia espaço para surpreender.